No número 51 do Boulevard Saint-Jacques
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Então, como se toca?
- Não é correcto tocares assim nas coisas - dizia-lhe a mãe.
- Então, como se toca?
- Com menos força, agarrando menos. Não te envolvas tanto.
Gonçalo M. Tavares, Jerusalém
Foto: Maura Sullivan
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
your world//out of life
no real name given.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
and other / escape substances
To flourish we must absorb more than we exude.
It is normal therefore for the body to perish.
But much does drip and escape from the corporeal
tissues and we use this excess to make belief and other
escape substances.
It is normal therefore for the body to perish.
But much does drip and escape from the corporeal
tissues and we use this excess to make belief and other
escape substances.
Lisa Robertson, "Notes for Temporary Horizontal Restaurants - Note 2"
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Escrevo solo e digo nuvem
O rosto enfiado na terra
escrevo solo e digo nuvem.
Solo & subsolo, conluio
amoroso de asas e raízes.
O silêncio conspira,
até a viração da tarde
cessou. Já mal suspira.
Escrevo solo e o peito arde.
O rosto guardado na terra,
nada me lembra ou esquece.
Escrevo solo. Sombra
entre sombras, o dia amanhece.
Manhã de maio semeia,
não choro nem sinto.
Digo nada – acorde esvaído
num sonho indistinto.
O rosto abrigado na terra,
mal sei do lamento das folhas.
Mal sei, mal sim, mal não:
não sei onde abrigar o coração.
Carlos Felipe Moisés, “Sombra”
Os pássaros certos
Trouxe o canto
Não é claro, mãe
Mas tem os pássaros certos
Para seguir a queda dos dias
Entre o meu tempo e o teu.
Ana Paula Tavares
Imagem: Thomas Allen
quinta-feira, 3 de março de 2011
é provável que ela venha daqui a pouco. o dia foi um tecto azul celeste quase em quebranto: não é por aí que ela costuma entrar? até lá deleito-me, nas simetrias gélidas do corpo. as mãos pelos pés. dois braços (vazios, em fuga). entendo-me na longitude glaciar da cintura. tepidamente, chega ela. arfa mansa, debaixo dos lençóis, as suas mãos crescendo dentro das minhas. erguida em ganas de violino, borda-me a almofada com fio de prata. as suas mãos lembrando-me das minhas. e isto, só gente avulsa é que entende.
terça-feira, 1 de março de 2011
A light in the moon
The care with which the rain is wrong and the green is wrong and the white is wrong, the care with which there is a chair and plenty of breathing.
Gertrude Stein, Tender Buttons
Foto: Maia Flore
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